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Resenha Econômica

Quarta-feira, 08 de agosto de 2018

Quarta-feira de resultados mistos entre as principais bolsas e valores mundiais. Na Ásia, os mercados mais uma vez não apresentaram movimento em direção única, com destaque para a bolsa de Xangai que caiu 1% com os investidores preocupados com novas tarifas americanas sobre produtos do país asiático. Entre as commodities, além do cobre ser afetado pela possibilidade mencionada acima, o metal também refletiu os dados da balança comercial chinesa, que mostram uma diminuição do superávit do país com os Estados Unidos, e o impasse trabalhista na mina de Escondida no Chile, encerrando o dia em queda. O resultado foi o mesmo para o petróleo que respondeu à troca de promessas de tarifas, à um recuo menor do que o previsto no volume de óleo estocado nos EUA e a declarações do Irã de que as exportações de óleo do país não serão zeradas como planeja o presidente americano, Donald Trump. Na Europa, os mercados foram influenciados pelas tensões comerciais globais e por uma questão relacionada ao orçamento da Itália, levando as bolsas a apresentarem resultados mistos.

Nos Estados Unidos, apesar do discurso de um dos membros do Fed (Banco Central americano) apontar que as altas recentes de juros possibilitam um possível combate a uma desaceleração da economia americana no futuro, os índices das bolsas de Nova York caiaram, repercutindo o cenário ruim no setor de energia em função do movimento do petróleo. Em relação ao dólar, este se enfraqueceu em relação ao iene, repercutindo opiniões dos dirigentes do Banco do Japão; e ao euro, em função da questão orçamentária na Itália. As preocupações com o cenário global levaram os rendimentos da dívida pública americana a recuarem em consequência da maior procura pelo título.

No Brasil, o Ibovespa fechou a quarta-feira com queda de 1,49%, respondendo à queda dos preços do petróleo no exterior e às preocupações dos investidores frente ao cenário eleitoral ainda incerto. A incerteza se estendeu ao mercado de juros, fazendo com que as taxas longas avançaram enquanto as curtas se maninham estáveis. Com os investidores no aguardo de novos acontecimentos no cenário eleitoral para tomarem novas posições no mercado, o dólar fechou o dia praticamente estável em R$ 3,77/US$.