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Resenha Econômica

Segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Em meio a resultados negativos no exterior, bolsa brasileira consegue fechar em alta nesta segunda-feira. Na Ásia, o anúncio do planejamento de novas medidas de estímulo do governo chinês ao consumo, por um representante do Banco Central do país, gerou expectativas positivas nos investidores, os quais levaram os mercados da região a fechar no positivo. Em meio às commodities, os possíveis impactos positivos de estímulos ao consumo na China sobre a demanda pelo cobre levaram o metal a encerrar o dia em alta, uma vez que o país asiático é o principal demandante do metal vermelho. Ao mesmo tempo, o petróleo seguia na mesma direção, embora com resultados mais modestos, em resposta à declaração do presidente dos Estados Unidos sobre a dificuldade do acesso de outros países ao petróleo iraniano. Na Europa, a permanência de preocupações frente à questão orçamentária na Itália e à saída do Reino Unido da União Europeia pesou sobre as bolsas do continente, as quais acabaram encerrando o dia em território negativo.
Nos Estados Unidos, a situação conturbada no continente europeu e a expectativa dos investidores frente ao resultado do PIB americano e de balanços corporativos de importantes empresas de tecnologia do país causaram movimentos mistos entre os principais índices das bolsas de Nova York, com o Nasdaq fechando em alta enquanto demais índices caiam. Estes dois últimos fatores também impulsionaram o fortalecimento do dólar frente outras moedas, enquanto os juros dos títulos da dívida americana oscilavam sem grandes respostas ao noticiário do dia.
No Brasil, apesar do predomínio de resultados negativos no exterior, o Ibovespa fechou a segunda com avanço de 1,63%. Além de refletir a notícia sobre a China, a aparente consolidação do candidato Jair Bolsonaro como candidato favorito a vencer o segundo turno, conforme sinalizam pesquisas de intenção de votos, teve boas repercussões entre os investidores locais, levando o real a novamente se fortalecer frente ao dólar, que terminou o pregão a R$ 3,69/US$. Sobre os juros, os efeitos foram similares, causando o recuo não só em função do cenário político, mas também em função da percepção de menores chances de elevações da Selic visto o recuo do câmbio.